21 de julho de 2011




Só quero (agora) fechar os olhos e com muito carinho e amor recordar os bons velhos tempos de infância, os bons e grandes momentos do lado bom da vida. Depois de tudo, eu sei que fui feliz e nada me faltou, a base está na reflexão.

Pelo menos a mágoa magoa, faz-nos sentir vivos.

'A mágoa chega então, quando o cansaço já não nos deixa sentir mais nada. É silenciosa e matreira, instala-se sem darmos por ela, aloja-se no coração e começa a deixar sinais aqui e ali, dentro de nós. A pouco e pouco sentimos que já não somos a mesma pessoa. 
As cicatrizes podem esbater-se com os anos e ser remendadas com hábeis golpes de plástica, mas ficarão para sempre debaixo dos excertos que fazemos à alma.
O cansaço mata tudo. A raiva de não termos quem tanto amámos, a fúria de não sermos donos da nossa vontade, o orgulho de termos perdido quem mais queríamos. Só não mata as saudades e a vontade de continuar a sonhar que um dia pode mudar outra vez e libertar-nos de nós mesmos e do sofrimento, tão grande quanto involuntário, tão patético quanto verdadeiro.'



Mas o mundo nunca pára. Nada pára. A vida foge, os dias atropelam-se, é preciso continuar a vivê-los, mesmo com dor, mesmo com mágoa. 

18 de julho de 2011



"Há manhãs assim, cheias de vida e de luz, em que se acorda já de olhos abertos e o coração cheio."

17 de julho de 2011

Eu sei que não sou crescida, nem nunca o serei, tenho o coração fechado para o mundo e aberto para a vida.

razões e razões

Mais um dia, mais mil razões para não saber a razão do destino para o simples facto de te ter colocado no meu caminho. 


É impressionante, a vida é impressionante